
A
palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração".
Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os
fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança
baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia,
conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas,
eles se escondem.
O caminho do coração é o caminho da coragem. É
viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É
deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas
perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí
já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o
desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está
sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um
homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula
nada.
O Amor não deveria ser exigente, senão, ele perde
as asas e não pode voar; torna-se enraizado na terra e fica muito mundano. Então
ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento. O amor não deveria
ser condicional, nada se deveria esperar dele. Ele deveria estar presente, por
estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado. Se
houver algum motivo nele, novamente seu amor não poderá se tornar o céu. Ele
está confinado ao motivo; o motivo se torna sua definição, sua fronteira. Um
amor não motivado não tem fronteiras: é a fragância do coração.
OSHO