segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Rosa do Coração tem de se abrir...



É a partir da bem-aventurança que as rosas, as rosas do coração, crescem. E é das rosas que sai a fragrância do amor.

Você não pode dar algo que não tem, só pode dar aquilo que já tem. Se a rosa interior não se abre, todo seu amor nada mais é que palavras. Se a rosa interior se abre, não há necessidade de dizer coisa alguma, nenhuma palavra é necessária. A fragrância em si basta para transmitir a mensagem.

Não importa o lugar em que você esteja ou a pessoa que lhe faça companhia, o amor irradia, pulsa, torna-se uma dança constante de energia ao redor. Mas, primeiro, a rosa do coração tem de se abrir — e ela só pode se abrir se você suprir a necessidade básica, que é a bem-aventurança.

As pessoas amam por desespero. Essa é a coisa mais impossível, não pode acontecer pela própria natureza da existência, não é possível.

As pessoas amam porque estão tristes. Elas procuram o outro porque estão solitárias, e o amor só é possível quando você é feliz. O amor só é possível quando você não se sente sozinho, e sim quando está sozinho; quando você não está chateado consigo mesmo, mas encantado, extasiado consigo. A meditação ajuda você a ser bem-aventurado...

E esta é a corrente: a meditação o deixa bem-aventurado, a bem-aventurança ajuda a rosa do coração a se abrir, e o amor então vem naturalmente, assim como a fragrância vem da rosa.

Osho, em "Meditações Para o Dia"

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Asanas
“Asana quer dizer postura, que é a arte de posicionar o corpo todo com uma certa atitude física, mental e espiritual. As posturas têm dois aspectos: a permanência e o repouso. A permanência implica ação. Engloba assumir uma postura fixa dos membros e do corpo, representada pelo asana particular que está sendo executado. Repousar significa refletir sobre a postura. A postura é repensada e reajustada, para que os vários membros e segmentos corporais sejam posicionados em seus devidos lugares na ordem certa, e a sensação seja de descanso e apaziguamento, enquanto a mente experimenta a tranquilidade e a calma dos ossos, das articulações, dos músculos, das fibras e das células.


Ao refletir sobre que parte do corpo está trabalhando, que parte da mente está em ação e que parte do corpo não foi penetrada pela mente à mesma extensão do corpo. Na medida em que o corpo se contrai ou se expande, também a inteligência se contrai ou se expande, para atingir cada parte do corpo. Isso é o que se conhece como repouso; isso é sensibilidade. Quando essa sensibilidade está igualmente em contato com o corpo, a mente e a alma, entramos em estado de contemplação ou meditação, conhecido como asana. As dualidades entre corpo e mente, mente e alma, são vencidas ou destruídas.

(…)

A pessoa não deve ajustar o asana para que ele se encaixe na estrutura do seu corpo. Deve, sim, moldar o corpo para que este atenda aos requisitos de um asana, que deve traduzir-se corretamente nos planos físico, fisiológico, psicológico, intelectual e espiritual.”


Fonte: Iyengar, B.K.S - A árvore do Ioga


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sobre ser sozinho - Dr. Flávio Gikovate




Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar outra metade para nos sentirmos completos.

Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.

A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria.

Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.

O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou o salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem que ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.

O egoísmo não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem uma nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de 2 metades.

E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.

As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.

Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo a nosso gosto.

Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontrados dentro dele mesmo, e não a partir do outro.

Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de 2 pessoas inteiras é bem mais saudável.

Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Desenvolvendo a capacidade de Amar
Ler em voz alta



BEM NO CENTRO DE MEU SER existe uma fonte infinita de amor. Eu agora permito que esse amor flua para a superfície. Ele enche meu coração, meu corpo, minha mente, minha consciência, todo o meu ser, e irradia de mim em todas as direções, voltando para mim multiplicado. Quanto mais amor eu uso e dou, mais tenho para dar, porque a fonte é inesgotável. O exercício do amor me faz SENTIR BEM, o que é uma expressão de minha alegria interior. 
Eu me amo. Portanto, cuido amorosamente de meu corpo. Carinhosamente eu o alimento com comidas e bebidas saudáveis, carinhosamente eu o arrumo e visto, e meu corpo carinhosamente me responde com vibrante saúde e energia. Eu me amo. Portanto dou a mim mesmo um lar confortável, que atende a todas as minhas necessidades e onde eu vivo com prazer. Encho os cômodos com a vibração do amor e assim, todos que nele entram, eu inclusive, sentem esse amor e são nutridos por ele.
Eu me amo. Portanto, tenho uma atividade profissional que executo com verdadeiro prazer, onde uso meus talentos e habilidades criativas e entro em contato com pessoas que eu amo e que também me amam, obtendo uma renda mais do que satisfatória. Eu me amo. Portanto comporto-me amorosamente e com amor penso nos outros, porque sei que aquilo que dou volta para mim multiplicado. Atraio para meu mundo apenas pessoas amorosas, pois elas são um reflexo de mim. 
Eu me amo. Portanto vivo totalmente no presente, gozando cada minuto e sabendo que meu futuro é alegre, brilhante e seguro, pois sou um filho amado do universo que amorosamente cuida de mim agora e para sempre. E assim é.
 Louise Hay – Cure seu corpo